NOTA EM EVOLUÇÃO – As condições sanitárias do Aterro Sanitário de Capão Bonito voltaram a ser vistoriadas por técnicos da Cetesb neste segundo semestre e a nota do IQR (Índice de Qualidade de Resíduos) evolui de 81. para 8.8, ou seja, considerado adequado.

É a melhor nota obtida por Capão Bonito desde que o aterro foi licenciado.

Considerando que a maioria das cidades da região sofrem para tentar regularizar seus aterros, algumas inclusive travando batalhas judiciais devido multas dos órgãos ambientais, a cidade está numa posição privilegiada.

Segundo o secretário de Agropecuária, Obras e Meio Ambiente – Reinaldo Daniel Jr. a nota vem subindo ano a ano o que é um ótimo sinal para que a cidade ainda apareça em melhores posições no ranking ambiental do Estado.

“A questão de uma boa nota nas condições do aterro sanitário é fundamental para certificação do Programa Município Verde Azul. Nosso aterro continua sendo referência regional”, destacou Reinaldo Júnior.

De acordo ainda com Reinaldo Jr. a nota subiu com a nova empresa que assumiu a gestão do aterro – a LCP Serviços Ambientais Eireli EPP e vem se esforçando para atender todas as recomendações ambientais.

“Outras melhorias previstas como a troca da manta da lagoa de tratamento de chorume com um projeto elaborado pela engenheira agrônoma Aline Erika Hori e já aprovado pelo Fehidro, um investimento de quase R$ 260 mil,  que dará um salto ainda mais alto nesta nota em 2018, quando queremos passar a casa do 9.0. Quero também deixar um agradecimento a nossa equipe técnica e a Secretaria Municipal de Planejamento que tem contribuído muito para melhorarmos a resolutividade e gestão do aterro”, frisou o secretário Reinaldo Jr..

Nos últimos anos, a Cetesb junto com a Prefeitura de Capão Bonito vem acelerando ajustes no aterro e isso explica a melhora das notas ano a ano.

A principal meta de Capão Bonito continua sendo acelerar as ações ambientais que vem sendo realizadas no município através do Programa Município Verde Azul, especificamente na diretiva Resíduo Sólidos, em cumprimento as metas exigidas para 2017 esta.

No relatório preenchido pela Secretaria de Agropecuária, Obras e Meio Ambiente, foram vistoriados itens como: portaria, vigilância, isolamento físico e visual, recobrimento dos resíduos, proteção vegetal dos taludes, drenagem e tratamento de chorume, drenagem de águas pluviais, se há presença de catadores, queima de resíduos, e recebimento de resíduos não autorizados. Todos estes itens citados tem que estar em conformidade, caso contrário a empresa é notificada a melhorar seu atendimento e administração do aterro municipal.

IQR – A CETESB, desde 1997, tem organizado e disponibilizado anualmente as informações sobre as condições ambientais e sanitárias dos locais de destinação final de resíduos domiciliares nos municípios paulistas, para a elaboração do Inventário Estadual de Resíduos Domiciliares e o aprimoramento dos mecanismos de gestão ambiental.

As informações coletadas nas inspeções realizadas pelos técnicos da CETESB são processadas a partir da aplicação de um questionário padronizado, que avalia as características locacionais, estruturais e operacionais dos locais de tratamento e disposição de resíduos.

Os dados apurados permitem expressar as condições ambientais desses locais por meio dos Índices de Qualidade de Aterro de Resíduos – IQR, de Qualidade de Aterro de Resíduos em Valas – IQR-Valas e de Qualidade de Usinas de Compostagem – IQC, classificados na nova proposta em duas faixas de enquadramento: inadequada e adequada, diferentemente do enquadramento dos índices tradicionais, anteriormente utilizados, que classificava em três faixas: inadequada, controlada e adequada.

A evolução e o acompanhamento dos índices IQR Tradicional, IQR-Valas Tradicional e IQC por município no período compreendido entre 1997 e 2011 e dos novos índices IQR, Valas e IQC entre 2011 e 2015 permitem aferir o resultado das ações de controle de poluição ambiental desenvolvidas no Estado e a eficácia dos programas alinhados com as políticas públicas estabelecidas para o setor, além de possibilitar o aperfeiçoamento dos mecanismos de gestão ambiental. No decorrer dos últimos 19 anos, foram alcançadas melhorias substanciais nas condições ambientais dos locais de destinação final de resíduos urbanos do Estado.