A Divisão de Agropecuária está divulgando um Manual Técnico sobre esterqueiras para dejetos bovinos aos produtores de leite do município. O médico veterinário Alberto de Carvalho Neto e o técnico agropecuário José Honório da Silva estão realizando visitas de orientação aos produtores.

O resíduo básico dos estábulos e currais (água, fezes e urina), geralmente lançados sem qualquer tratamento no solo, nos lagos, nos rios, favorece a proliferação de moscas e exala gases com mau cheiro. No entanto, várias alternativas de manejo e tratamento desse subproduto têm sido desenvolvidas e testadas para amenizar seus efeitos sobre o meio ambiente.

Em 1.000 kg de esterco bovino curtido há o equivalente a 155 kg de sulfato de amônio, 100 kg de fosfato natural e 40 kg de cloreto de potássio. É o que se deixa de aproveitar nas propriedades rurais por falta de uma esterqueira.

O uso de esterqueiras para armazenagem de dejetos de bovinos é uma alternativa de baixo custo para a tentativa de impedir que os dejetos percolem ou lixiviem pelo solo, isto é, sejam carreados para os cursos d’água subterrâneos e/ou superficiais.

A esterqueira permite a fermentação do esterco, o que diminui o seu poder poluidor e possibilita o seu aproveitamento como fertilizante em lavouras, pastagem e pomares. Outra grande vantagem desse processo é que durante a fase de curtimento, a elevada temperatura proveniente da fermentação (ação de bactérias) destrói a maioria das sementes de pragas e germes causadores de doenças.