A Secretaria Municipal de Saúde, por meio de Técnicos da Atenção Básica, Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF), Programa Saúde Escola (PSE), juntamente com o Conselho Tutelar, participou nesta quarta-feira, dia 11, do Conselho de Pais da Escola Faustino Barreto para uma roda de conversas sobre a adolescência, comportamentos, resgate de respeito e vínculo, e em especial sobre o comportamento que vem se alastrando entre os jovens: a “Automutilação”.

Os profissionais do setor transmitiram uma série de informações ao Conselho e aos professores, explicando detalhadamente como é identificada a automutilação, o perfil do automudilador, o tratamento, entre outros assuntos.

“A automutilação (AM) é definida como qualquer comportamento intencional envolvendo agressão direta ao próprio corpo sem intenção consciente de suicídio. Os atos geralmente têm como intenção o alívio de dores emocionais e em grande parte dos casos estão associados a transtornos. As maneiras mais frequentes de automulição são cortar a própria pele, bater em si mesmo, arranhar-se ou queimar-se, sendo que os casos são mais comuns em jovens e adolescentes que sofrem de pressão psicológica”, explicou a Coordenadora da Estratégia de Saúde da Família e Articulação da Atenção Básica, Luana Daniel.

Segundo Luana, o automutilador apresenta dificuldades para se expressar verbal ou emocionalmente, portanto, não consegue falar publicamente sobre suas angústias, sendo um forte fator que desencadeia a automulição. “Alguns afirmam que escrever ajuda como forma de expressar seus sentimentos, sendo uma forma de controlar as agressões”, destacou.

De acordo com a Secretaria de Saúde existe tratamento adequado para essas situações. O ideal é procurar um profissional que possa identificar as causas do problema no paciente e tratá-los. “É importante que essa iniciativa parta do próprio paciente, pois forçá-lo pode agravar a situação. O melhor é que a família e amigos o incentive, pois o automutilador necessita, sobretudo, de apoio”, afirmou a secretária Ana Fernanda.

“A automutilação é curável e a Rede de Apoio está presente e preocupada para que esse problema seja menos presente em escolas e ambientes frequentados pelos jovens, inclusive dentro de casa”, concluiu.