BRUCELOSE – O apoio técnico e sanitário aos rebanhos de pecuaristas do município vem sendo intensificado pela Secretária Municipal de Agropecuária, Obras e Meio Ambiente de Capão Bonito.

Na última segunda-feira, 1º de outubro, durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Rural foi divulgado a segunda etapa do cronograma de vacinação contra brucelose em novilhas com 3 a 8 meses de idade para outubro e novembro.

A brucelose bovina é uma zoonose (doença que é transmitida dos animais para os humanos) que provoca aborto nas vacas em torno de 6-7 meses de gestação e inflamação dos testículos nos machos.

Esta doença é ocasionada por uma bactéria denominada Brucella abortus e pode ser transmitida para o ser humano, principalmente pela ingestão de leite in natura, carne mal cozida e também pelo contato com esterco e sangue dos animais.

“O mais agravante é que esta bactéria penetra pela pele sem qualquer lesão aparente. Nos locais onde há animais contaminados pela bactéria Brucella abortus, o consumo do leite in natura é um risco à saúde humana”, explica o veterinário Alberto de Carvalho da Prefeitura Municipal.

Para conhecer o risco presente, é necessário obter informações a partir de diagnósticos precisos sobre a incidência da brucelose nos animais em fase de produção de leite no Estado.

“No que se refere ao consumo de carne bovina, é extremamente baixo o risco de se contrair a brucelose, pois normalmente as brucelas não são encontradas nos músculos dos animais e morrem quando submetidas a temperaturas acima de 63°C. Mesmo assim, é importante que a população evite o consumo de vísceras de bovinos mal passadas”, acrescentou o veterinário.

Os prejuízos resultantes desta doença para a pecuária bovina são significantes, pois a Organização Internacional de Epizootias (OIE) calculou perdas anuais de US$ 32 milhões no Brasil, considerando somente os abortos e a queda da produção de leite, refletindo também no decréscimo de produção de carne em torno de 10% a 15%.

Além destas perdas diretas, há reflexos indiretos no alongamento dos parâmetros zootécnicos reprodutivos, como o intervalo de partos de 12 para 20 meses, aumentando, conseqüentemente, o período de serviço de 90 para 330 dias.

É importante que a população saiba destes fatores de riscos e que os pecuaristas participem do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PNCEBT).